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O DIÁRIO DE VÓ LINA

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 Artigo publicado no Jornal Folha da Região em 21/07/2011

LANÇAMENTO DO LIVRO " O DIÁRIO DE VÓ LINA"

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Amigo(a) Muito me honrará a sua presença no lançamento do livro   O Diário de Vó Lina,  de minha autoria.  Quero repartir com você a imensa alegria que estou sentindo por conseguir realizar mais este sonho. As palavras que eu escrevi foram para você, para mim também. Aceite-as e compartilhe-as comigo. Muito obrigada Emília Goulart

A MULHER INVISÍVEL

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RAIO X DA SALA

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Na pequena sala de espera, pessoas se acotovelavam aguardando a vez para fazerem seus raios X. Raios, nunca se viu tanta gente ali reunidas. Para o congestionamento havia uma explicação, “Temos dois aparelhos, um está quebrado, há dois dias aguardamos um raios X”.   Tosse de um lado, espirros do outro. Minha agenda aberta sobre o nariz e a boca, foi o recurso profilático adaptado para aquele momento.   Bem, os ouvidos captando as conversas nebulosas, que circulam nesses espaços, algumas chegavam até eles em monossílabos cochichados, outras em alto e bom som, para que todos ficassem mesmo sabendo as fofocas explícitas, pipocavam de vez em quando. Mas foi para essa conversa que tirei o chapéu, ou melhor, empunhei minha arma e disparei a anotar em meu profilático recurso, a agenda. — Gripe, pé quebrado, braço ou pneumonia? — Olha cara, cheguei lá com o pé quebrado, não leram o encaminhamento e fizeram raios X do tórax, saí de lá com diagnóstico de pneumonia. Agüentei a dor e d...

UMA SOMBRA PARA A MOÇA

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VIVI OU OUVI?

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Naquele tempo, Papai Noel entrava pelas chaminés, Mula-sem-cabeça era real, e o Saci vivia ali pelo campo se escondendo em moitas de bambu. Quando o vento soprava forte era fácil ouvir o chamado da sua flauta. Isso era um sinal de perigo, porém, aquele assobio que vinha das moitas de bambu atraia as crianças para suas aventuras e aqueles ouvintes atentos se juntavam armados de estilingues, bolinhas de argila e embornais.         Armados, saiam aos pares, na caça ao Saci. Eram personagens das próprias histórias. Hoje, ao revolver as cinzas do bambuzal, oculta na mata cinzenta da memória, encontrei esta história como a ouvi; ou vivi. Na Rua Rui Barbosa, de uma pequena cidade do interior de São Paulo, nasci.                     No final da rua as casas e as vendas davam espaço para as chácaras, que ficaram conhecidas pelos nomes dos proprietários: Chácara do ...

REFLEXÃO

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                                        Há algum tempo, quando o exemplar diário da Folha da Região chegava a minha casa eu era a primeira pessoa a ler. Fazia-o com prazer e curiosidade. Hoje, não mais. Sinto-me desgastada com as notícias que me desgostam. Não é culpa do jornal. Ele é informativo, e esta é a função de um matutino diário. Porém, tenho preferido ser desinformada. Da televisão recrutei os desenhos, e dos jornais a página cultural. Isto me basta, para que ocupar meu já cansado cérebro e meu preguiçoso coração, com notícias que me desagradam. Não sou separatista e para mim tudo que existe em forma de gente, são pessoas, seres humanos, que se respeitosos, merecem respeito. Lado a lado duas notícias publicadas no exemplar do dia 11/01/2011 me chocaram, provocando em mim reflexões. “Deput...