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Blog do Consa: Novos acadêmicos tomam posse na Academia Araçatube...

Blog do Consa: Novos acadêmicos tomam posse na Academia Araçatube... : Na sexta-feira,  28 de junho de 2013, no teatro municipal "Paulo Alcides Jorge", de Araçatuba, houve a solenidade de posse dos ...

UM URSO À MINHA MESA

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                          Ali existe um muro. Quando digo isso, as pessoas riem, zombam de mim. — É! De fato, ali existe um muro — repetem.   Elas têm razão, evito discutir, elas falam daquele que quase todas as casas têm. O muro do fundo, que as separam dos vizinhos, de concreto.   O que elas não entendem é que além daquele tem outro. Não sei mais o que faço, aquele muro me atrai. Estou sempre sobre o muro de concreto observando-o. Apesar de invisível, ele também é concreto. Outro dia, estando sozinho, fui provar a mim mesmo que o muro invisível existe. Saltei para o outro lado e lá estava ele, toquei-o, queria ter a certeza de que não era uma alucinação. Cheguei mesmo a tentar, de um modo súbito, arrancar um pedacinho de concreto e logo senti uma pressão, os dois muros foram se juntando, comprimindo, concreto e abstrato se fundiram. Sen...

EMÍLIA GOULART - Nova Acadêmica da AAL

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Devagar se vai longe

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                                                                           Devagar se vai longe D. Canô foi longe, eu também quero ir. Sigo Nilo Amaro pela cantiga afora: “ leva eu minha sodade... quando chego na ladeira tenho medo de cair”. Nesta hora a gente quer ficar, a não ser que uma dor maior que a saudade nos faça desistir da vida. Se eu continuar viva até onde chegou a Dona Canô eu levarei muita saudade. Porque saudade é como erva daninha, brota todo dia no coração da gente. A vida é muito bela, desprezá-la como coisa comum que pode acabar a qualquer momento não é sabedoria. Canô tinha respeito pela vida e soube cuidar da sua muito bem.  Minha vida eu trago como pipa na linha, deixo-a flutuar entre nuvens, recolho-a se o tempo muda e percebo chuva, não a expondo sob-raios...

FELIZ 2013

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                                                               Meus desejos de um Feliz Natal e um próspero ano novo. Mais um ano está chegando ao fim. Como sempre, tudo que finda nos dá a sensação de que poderia ter sido melhor ou que poderíamos ter feito melhor. Fim de ano, tempo de balanço geral, papel picado vai voar do alto dos edifícios, enquanto engenheiros lançam olhos de águia em busca de espaço para abrigar um novo projeto. Velhas lembranças serão desalojadas. Algumas refugiadas na saudade irão alimentar o acervo individual e incontestável, localizado na mente dos humanos. Outro “Grupo Escrevivência” deverá surgir para combater com suas armas, o “alemão”, aquele cla...

CANTO MORNO

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Depois de um período de euforia que precede ao lançamento de mais um livro, e desta vez com o apoio do Programa de Fomento à Cultura da Prefeitura Municipal de Araçatuba, recolhi-me ao canto morno de onde posso acompanhar os primeiros passos de alguns leitores por este Descaminho dos Anjos. Há um canto morno? O leitor deve se perguntar. Se há não foi revelado no livro, nele os cantos são escuros e frios. Em algum lugar dentro de nós existe um canto morno revestido de lembranças almofadadas. Raquel, a protagonista, encontrou este canto no fundo sombrio de um corredor estranho. Para mim, o canto morno é o lugar ideal para chocar meus pensamentos, voltar ao velho bule de café que se mantém aquecido sobre o fogão de lenha, longe da pressão da garrafa térmica. Ou me deitar na rede que ainda balança amarrada em duas mangueiras. Nas minhas raízes ,   onde fico a cavoucar, me vejo observando meu avô sentado no toco de madeira recolhendo a baba que escorre num canto da boca, enqua...

DESCAMINHO DO ANJOS - POR RITA LAVOYER

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DESCAMINHO DOS ANJOS Quantos caminhos atravessam os nossos? De quantos nos desviamos, quando podemos? E quando não conseguimos tal feito, quem se atreve a apontar o anjo e o demônio numa relação de iguais, salvando um ou condenando outro? A mão que apedreja é a mesma que tapa os olhos, quando o portador dela não   quer ver o que é explícito,   para evitar comprometimentos. Melhor, já que da boca sai o veneno do homem. Quer arma mais eficiente? Então vamos brincar de amarelinha. De preferência da cor vermelha que enfeita o céu da boca, da boca do inferno: o nosso, que quando erramos a jogada, diante das intempéries   do nosso dia a dia,   sem perdão, somos condenados a recomeçar do poço a que nos submetemos para não perdermos o jogo, o jogo da sobrevivência. Nesta brincadeira, céu e inferno confundem-se, iludindo-nos com seus aspectos nebulosos, dentro dos quais mergulhamos nossas confianças, equilibrando nossa sorte nos pratos injustos da balanç...