O amor em quatro estações Um dia amei sem nenhum pudor. Sofri, chorei me despi de amor próprio e simplesmente amei. Amei como jamais pensei amar. Acreditei que seria para sempre. Enquanto o mundo girava brinquei de amor intenso. Na primavera deitei-me na grama e vi o céu se derramar em estrelas sobre mim. Era jovem e tecia meu destino com fios dourados de amor. Na crença de que seria sempre primavera. No verão torrei-me ao sol para virar uma estátua de bronze, pensei que assim sem vontades próprias aceitando suas variantes de humor, faria dele o homem mais feliz do mundo. Suas vontades eram tão intensas e vulgares, as minhas tão ambiciosas. Não consegui acompanha-lo e nossas estações não se completavam. Fiz uma fogueira ardente com os gravetos dos galhos já sem flore...