Postagens

Viver não é fase encerrada.

Tanto é que estou aqui insistindo em novas postagens e contando com meus leitores pacientes. Os comandos não obedecem o comandante, porém sigo determinada a escrever mais uma mensagem relatando as peripécias de um retorno. Não reconhecer a própria casa, andar por ela  como se fosse a primeira vez, notar a ausência de pessoas queridas e não encontrar os motivos, dúvidas sobre os desaparecimentos, se estariam mortas ou me abandonaram, diante destas perguntas sem respostas, deixo a vida continuar.. Às vezes me pegunto não encontrando respostas, desisto, abandono reflexões e assim vou continuando  sem respostas para as dúvidas. O desespero parece me enlouquecer, queria respostas e só encontro peguntas, me perdi no mundo mas continuo vivendo.Sigo a deriva como um barco sem rumo. 

Retorno, o branco persiste

Vou tentar preencher o espaço vazio. Aqui parada  desde 2025, retorno como se nunca  tivesse estado, as mãos não me obedecem. E o tremor constante é meu maior desafio, mas com certeza vou vencer! Hoje é um novo dia, o recomeço de uma nova batalha, não desisti das lutas!  Sei que muitas ainda virão, porem, irei até o fim buscando caminhos e tentando encontrar soluções.  Como todo começo é sempre difícil, vou dividi- lo em etapas e acabo de vencer a 1ª.   Obrigada meu Deus !

Imprevisível destino

  Como eu havia prometido aqui está a página 117 do meu romance Descaminho dos anjos. experimentem entrar na aventura de Raquel a menina que passou quatro anos da sua adolescência em um reformatório sem ter cometido nenhum crime. Capítulo 19 Imprevisível destino. "Não deveria gastar, mas sabia que não deveria ir a pé, chamaria muito a atenção. Ao dar o endereço , o motorista devolveu um sorriso cheio de malícia: --Claro boneca! Você sabe escolher, esta é a melhor casa da nossa região .  -- O doutor Aldo falou muito bem da casa e de sua proprietária você o conhece? Raquel sabia que para entrar e sair desses ambientes precisa ser forte e ter coragem, todo tipo de imprevisto pode acontecer. Mas o que estava para acontecer ela não imaginava nem nos seus mais loucos sonhos. -- Gente boa o doutor Aldo, faz tempo que não aparece por aqui,. Não anda pela cidade do contrário faria questão de apresentá-la à Nilzona.   O homem estava enganado, aquela moça, Aldo jamais apresent...

O Funeral

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  Neste blog publicarei também incursões dos meus romances publicados, mas continuarei publicando crônicas e artigos. Gosto do que faço e continuarei fazendo, pois não sei mais viver de outra forma. Escrever tornou-se meu passatempo e minha profissão. Por esse motivo tenho que vender meu peixe. Esta é a primeira página do livro "O Diário de Vó Lina" Este livro pode ser adquirido pela Amazon.com ou direto comigo através do WhatsApp (18) 99139 2873                                                                         Capítulo 1  O Funeral Poucos amigos, nossa família, alguns parentes do meu lado materno, formavam um grupo que não somavam trinta pessoas. Estas eram as pessoas que acompanharam o funeral de vó Lina, atendendo ao pedido dela . Apenas os mais íntimos foram avisados. Já havia passado um an...

Eu quero ser melhor

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Eu quero ser melhor   Andam me dizendo que estou falando muito em velhice. Às vezes é preciso falar alto para que a verdade salte ao olhar opaco dos idosos e mostre que estamos ultrapassando os limites de tolerância dos filhos, amigos e cuidadores. Estou aproveitando minha velhice para aparar arestas e arrancar algumas pragas que brotam sem controle. Ainda restam muitos preconceitos para serem eliminados da minha vida. Posso até eliminar algumas rugas, manchas, tingir os cabelos, fazer alguma plástica e mesmo assim ver que os anos passaram, as rusgas internas seguem as rugas externas tornando-as mais evidentes e esse reconhecimento é doloroso para todos. Posso viver outros oitenta, mas, pecar como aos sete, dezessete, vinte e sete, trinta e sete... Nunca mais. Os pecados que me encantavam não me encantam mais, ridículos se tornaram. O tempo os desencantou. A velhice acumula alguns sintomas cruéis e outros revoltantes.  A dependência nos tornam duros insensíveis, a doce cri...

Uma tregua no presente

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  Uma trégua no presente Toda manhã ao acordar antes de colocar meus pés no chão, coloco-os no meu passado. Caminho segura por ele, sei muito bem por onde andei. Não foi fácil chegar ao presente, passei por dificuldades e contornei obstáculos. Muitas vezes descobri que não deveria seguir os outros. Os guias não conheciam o caminho ou propositalmente me levavam para a beira de um abismo. Sofri escoriações e quebrei a cara mas, apesar delas, cheguei inteira.   O retorno ao passado fez de mim uma pessoa mais segura, quase todas as manhãs é prazeroso saber que Deus está no comando, aprendi a desviar-me das armadilhas que conheço, evitar encontros que não deixaram saudades e ver além das aparências as intenções reais. Algumas pessoas ficaram bem definidas no passado e quanto mais o tempo as distanciam do presente, mais nítida é a lembrança que os prestigia.     Gosto de me demorar no passado que me acompanhou até o presente com segurança. Mas, não posso viver no meu...

A criança que fui

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                    A criança que fui Hoje ao pousar meus olhos no caderno guardado do   Grupo escrevivência, descobri ter finalizado o meu trabalho sem encontrar a criança procurada pelo tema da reunião. Talvez nunca mais a encontre. A criança   que fui está se perdendo pelo longo caminho, deixou-se devorar por um lobo mal chamado tempo. Retomar a velha estrada é impossível. Ainda não encontrei a resposta para a pergunta feita naquela noite.   O que ficou em mim, da Nitinha que um dia eu fui? Onde ficou aquela pureza de anjo travesso, que escondia os filhotes da cachorra Campina, para vê-los abocanhados e devolvidos ao ninho? Pois é menina, onde anda você? Estou te buscando. Vou juntar seus pedacinhos, nas lembranças guardadas e colar bem coladinhos. Não quero te perder num cantinho alemão qualquer, nem por becos esclerosados de uma vida muito longa.   Acho que era esta a...